Danças, e danças - sem parar. Dás voltas, e saltos; pões-te em pontas e dás piruetas. Dás o teu belo espectáculo para uma plateia repleta de apreciadores ou críticos; interessados ou desinteressados que por uma ou outra razão ali foram parar; sentados a olhar-te, a ver-te dançar. Mostras tudo o que te ensinaram, bailarina, mas nem assim, nem com todo o teu esforço te irão deixar de criticar e te apontar o dedo. Se caíres, podes nunca mais ter possibilidade de dançar, ou podes continuar a executar cada movimento. És uma incerteza, és uma incógnita, bailarina.
Brinca com as nossas vidas, brinca com sentimentos - com tudo o que possa apanhar pelo caminho. Faz-nos errar no caminho, faz-nos pisar trilhos que nos irão corroer e despedaçar. Mas, tal como tu, também nos dá alegrias. Por entre essa incessante dança, por esse salto complicado que no fim é bem executado. Por conseguires ultrapassar essas piruetas - para nós impossíveis -, por te pores em pontas melhores que qualquer outra pessoa, bailarina.

Gosto muito!
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